"The Project Gutenberg EBook of Testamento Poetico-Anachreontico, by Jo�o de Figueiredo Maio e Lima This eBook is for the use of anyone anywhere at no cost and with almost no restrictions whatsoever. You may copy it, give it away or re-use it under the terms of the Project Gutenberg License included with this eBook or online at www.gutenberg.net Title: Testamento Poetico-Anachreontico Author: Jo�o de Figueiredo Maio e Lima Commentator: Francisco Nunes Pous�o Release Date: September 23, 2007 [EBook #22729] Language: Portuguese Character set encoding: ISO-8859-1 *** START OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK TESTAMENTO POETICO-ANACHREONTICO ***
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TESTAMENTO POETICO-ANACHREONTICO POR +Jo�o de Figueiredo Maio e Lima+ (Precedido d'uma noticia bibliographica pelo editor e d'uma poesia dedicatoria pelo dr. Francisco Nunes Pous�o). EDITOR Antonio Jos� Torres de Carvalho ELVAS
TESTAMENTO POETICO-ANACHREONTICO POR +Jo�o de Figueiredo Maio e Lima+
(Precedido d'uma noticia bibliographica pelo editor e d'uma poesia dedicatoria pelo dr. Francisco Nunes Pous�o). ELVAS Typographia e Stereotypia Progresso _Rua de Manoel Gomes Estella, 2-B_ 1906
JO�O DE FIGUEIREDO MAIO E LIMA +Noticia bibliographica+ � falta de elementos proprios para tra�ar uma ligeira bibliographia de t�o distincto poeta soccorremo-nos das poucas noticias colhidas a seu respeito por Innocencio da Silva e Nunes Pous�o. Jo�o de Figueiredo Maio e Lima, author da Ode epodica que sob a epigraphe--_Testamento poetico-anachreontico_--publicou em 1838 no _Ramalhete_, jornal d'instruc��o e recreio, nasceu, no Alemtejo, na villa das Galv�as, em 10 de Fevereiro de 1779, sendo seus paes Bernardo de Figueiredo Maio e Lima e D. Joanna Micha�la de Bastos. Destinado � vida ecclesiastica e j� professo na ordem de Aviz, cursava em 1808 os estudos universitarios de Coimbra, quando as hostes napoleonicas irromperam em Portugal. Levado qui�a do ardor da mocidade e de seus sentimentos patrioticos, interrompeu a carreira academica e sentou pra�a de cadete em artilharia 3, onde serviu por espa�o d'um anno, findo o qual, foi promovido a alferes para o regimento de infanteria 22, em cujo posto e corpo se conservou at� ao termo da campanha. Com que saudade elle invoca o _venturoso_ tempo em que, esbelto mancebo, lustrava a sua brilhante farda d'official pelas ruas d'Elvas!... Bastas vezes pediu e instou em prosa e verso para ser elevado ao posto de capit�o, mas nunca obteve o desejado deferimento. Julgando-se preterido em seus direitos n�o poucas vezes requereu tambem sem ser attendido, a exonera��o do servi�o, que s� lhe veio a ser concedida em 1814, quando finda a guerra peninsular. Desligado da vida de soldado, voltou de novo os olhos para o altar, entrando como freire professo na ordem d'Aviz, e, ordenando-se pouco depois de presbytero, conseguiu o priorado da matriz da villa de Borba que era da apresenta��o dos freires d'Aviz. Aqui, na pastorea��o do seu rebanho e no cultivo predilecto
das bellas lettras, perdeu completamente a luz dos olhos, mas n�o a do espirito rutilante que resalta da composi��o agora reproduzida, e que, como outras do author, n�o merecia ser votada ao esquecimento. Maio e Lima--tem qualidades poeticas apreciaveis: vivo de phantasia, feliz nas imagens, harmonioso no canto e correcto na metrifica��o, � pouco menos que conhecido, ainda entre gente lida e illustrada. Verdade seja que identico stygma pesa ingratamente sobre outros poetas. Quem se lembra hoje, por exemplo, de Jo�o Xavier de Mattos, cujas odes e can��es encantam pela concep��o, contextura e harmonia?!... E comtudo merecia n�o ser esquecido numa litteratura onde os verdadeiros engenhos n�o abundam. D�-se frequentemente no mundo intellectual o phenomeno singular d'uma lei do mundo physico: as _palhas_ sobrenadam ou fluctuam � superficie do lago, em quanto os _graves_ se afundam nos abysmos do pego!... Repar�mos em parte a injusti�a trazendo novamente � luz o _Testamento_ de Maio e Lima que inspirou a Francisco Nunes Pous�o, quando delegado do procurador regio em Elvas, a poesia dedicatoria, inedita, que o precede. N�o perdoaram ao poeta, cego e sexagenario, que esquecesse a gravidade do sacerdocio, e bem caro lhe fizeram pagar a ousio da sua musa erotica e trav�ssa arrojando-o aos horrores d'uma pris�o, onde jazeria os ultimos annos da vida, se m�o piedosa e valedora o n�o fosse de l� arrancar. O seu temperamento e rara energia resistiram ainda por muito tempo �s vicissitudes da sua existencia atribulada, pois que tendo publicado o _Testamento_ em 1838, s� veio a fallecer 12 annos depois, em 15 de Janeiro de 1851. Embora publicadas em sua vida, algumas das suas composi��es, sen�o todas, s�o hoje rarissimas. Innocencio d� o catalogo d'ellas, a que juntaremos uma _Ode_ dedicada ao seu amigo dr. Jos� Valentim d'Oliveira e Gama, a qual reput�mos inedita e que brevemente publicaremos.
+A Jo�o de Figueiredo Maio e Lima+ D'um destino cruel ferio-te a farpa... V�o de prantos nas faces te desceu! Em lagrimas soltaste ent�o da harpa Tristes cantos de d�r, que me prendeu. Tu havias cantado a relva, as fl�res O estendal de matiz do patrio S�r, E o gorgeio das aves, e os pastores, E d'estes o singello, ardente amor;
As campestres chor�as... as meiguices Da pastora gentil ao seu dilecto... Do amor juvenil as mil doidices... Vehementes can��es d'um igneo affecto; Aquellas confiss�es, que d'alma sahem � luz da meiga lua, junto � fonte... E as promessas, que a flux dos labios cahem E os adeoses, que curv�o triste a fronte; Aquelles _sins_ soltados t�o medrosos Em tapetes flor�dos nos rosaes... Aquelles mil protestos calorosos, Que d'amor a chamma accendem muito mais!... Quando a patria depois pedio teu bra�o, Tu da patria o pend�o seguiste altivo; Mas sempre da ventura o sopro escasso! Mas sempre da intriga um tra�o vivo! Tu infloras ent�o o aureo plectro Das saudades, que tens, co'a roxa fl�r; Relembras, Figueiredo! em triste metro Os tempos juvenis no argenteo S�r; E os jardins amenos do teu rio _Mais doces, mais mimosos, mais dourados_ [1] De mais verde tapete e mais macio _Que os Jardins das Hesper�dos sonhados!_ [1] Os versos em letra italica s�o tirados da varias composi��es do poeta Figueiredo. � de ver como ent�o plangente endeixa Lembra o tempo da tua Marc�a qu'rida, Como em terno suspiro a dor se queixa, Como a alma na d�r se vai perdida!! E tu cantas tambem, como aborrias Do Sacerdocio a vida destinada, Pensando em modos mil, por que podias Sem ser padre no C�o dar a entrada! Contra a Fran�a em soccorro a patria chama Ai! do filho! que a m�e n�o vio bradar! _Brandos myrthos, que a doce Venus ama_ Pelos louros mavorcios vaes trocar! Longo tempo nas armas � passado E m�o clemente a banda te cingia... Mas pela _cara irm�_ (rigor do fado!) _Dragona solitaria em v�o carpia_. Mais tarde, Lima! a _Virgem Durindana_ Trocaste pela estolla, pelo altar; Como dizes, rubra cinta ao Guadiana Aureas franjas e elmo vaes lan�ar.
Mas n'essa nova senda ora trilhada Sempre as plantas o espinho vem fender; No fatal _Testamento_ desfolhada A rosa da ventura v�s morrer! � certo, Figueiredo, que imprudente Foste um pouco no acceso imaginar! Ergueu-se em altos v�os teu estro ardente, E n�o viste o calyx sancto, o teu altar!! Pobre Vate! O arrojo bem pagaste! Em tetrica masmorra o pranto cae! Mas d'um anjo o amparo emfim ganhaste, [2] Adeja bemfeitor, soltar-te vae! [2] A Condessa das Galv�as empenhou-se a favor do poeta para elle ser solto. E tornaste, Pastor, ao teu armento! E voltaste, Poeta, �s tuas can��es! Brilhou de novo o sol no firmamento, Fallou de novo o plectro aos cora��es! Acceita, excelso Vate, em teu sudario, Aljofar de saudade--este meu pranto! Ha quem tenha na terra o teu Calvario, Ai! mas falta-lhe o teu mimoso canto! N. Pous�o.
+Testamento poetico anachreontico+ _Aut prodesse volunt, aut delectare Poetoe_ Horacio--_Art. Poet._ Na solitaria testa j� branqueiam Os desbotados louros, Que as Muzas algum dia me enram�vam Com grinaldas de rosas E em dourados anneis por estes hombros, Ao desdem esparsidos, Eram do vento alegre o dezenfado. D'onze lustros ao p�zo � carga enorme o corpo j� succumbe Carunch�zo e quebrado; Ruga senil as faces lavra e cresta, Sinto estalar os ossos, V�rgam as costas, n�o circula o sangue Na intumecida art�ria; Frio torpor occupa os membros todos, V�o-me cahindo os dentes Uns ap�z outros, falta o lume aos olhos, Aos olhos perspicazes,
Que nos d'outros amantes descubriam Reconditos mysterios; E sob o v�o mais denso e o mais escuro De travessas Nerinas Os lacteos peitos, os lim�es de neve, Quando de am�r e z�los, De susto ou de prazer lhes tetilavam. N�o, meus socios amigos, N�o me custa, n�o v�r o Sol brilhante, A r�xa, a fresca Aurora, O Iris de furta c�res, o d'estrellas Azul manto da Noite C� e l� embutido, plantas, bosques, Loura seara ondeando Com o bafejado Norte, um horizonte Immenso e dilatado, Onde o pincel apura, esgota as tintas, Toda a Arte, e a Natureza; N�o ver da meiga Lilia as tran�as de ouro, Da trefega Corina Os gestos, os tregeitos, os ac�nos Com que a um tempo engana Sagaz, dois, trez, quatro, cinco amantes; N�o ver da terna Elfira Os nedios bra�os, os cabellos d'ouro; N�o v�r de Clores e Filis Os rubros l�bios, quando a furto beijam No baile m�os alheias; Em fim n�o ver... N�o v�r um ar, um rizo, Uns meneios suaves, Uns olhos c�r do C�o, um alvo rosto, Eis o que mais me custa!!... O g�z Celeste, o s�cro enthuziasmo, Que me fervia n'alma, J� se extinguio de todo; o arrebatado Giro dos annos tudo Levou comsigo inexoravel; tempo, Tempo aquelle venturoso, Em que eu d'Elvas as ruas descal�ava C� a ferrage � ingleza, Na luzidia bota, e quazi sempre A passo accelerado: Quando do infausto gallo negras pennas, Que outras ainda mais negras J� ent�o me agouravam, o acharoado Murri�o meu compunham; Quando aurea franja me pendia aos hombros, Purpurea banda � cinta, Virgineo s�bre ao lado, que impio abria Profundas brexas, r�gos Em b�cos e travessas da cidade, E a azul, e airosa farda, Obra do insigne meste Nigromante Em Adonis, em Marte, Me transform�va. E agora esta sotaina Da c�r de meus peccados! E azas, que o Sul a bel' prazer meneia, Qual ronceira falua,
Ou barco d'agua-acima com dous r�mos; Um chap�o de trez ventas, Candieiro das tr�vas c'o a pombinha, Que topeta com tudo, E diz a todos--Alto! vade r�tro!-Enorme horrenda aranha, De que o mesmo S. Bento horror teria, Que aos nossos Hebreos luzos O seu Mois�s tric�rnio me figura, Ou moinho gigantesco Ao bravo her�e da Mancha! Ent�o que vezes, Musico Amphi�o can�ro, Pedras, peitos crueis tornei mais brandos, Mais d�ces, que o m�l de Ibla; Mais que o alvo assucar do Brazil em ponto! Quantas e quantas vezes, Manhozas m�es, rap�zas surrateiras, Finas abelhas mestras, F�ros Drag�es, mil Argos de cem olhos, Que guard�vam insomnes D'ouro as bellas ma�ans, d'In�co as vaccas, Outro Alcides valente Amancei, enganei c'o ambrozia, o pasto Da m�llica Poezia, E engenhozo Mercurio ao som da flauta, Ao som da minha Lyra, Dos Numes, dom adormeci cantando! Nem v�s, c�ros doutores, Jocoso Valentim, sisudo Salles, Avicenas peritos Da nossa cidade, Hyp�crates famosos, Deozes da Medicina, Nem v�s co' as garatujas Tubalenses, Infaliveis, her�icos Filtros, venenos, Sam Migueis, balan�as, Tudo e toda a Pharm�cia, Podiam revocar tam bellos tempos De saudosa memoria, Restituir ao p�lido semblante A c�r de rosa e neve, A luz perdida aos olhos, cl�ros dentes Ao deslocado queixo, A deserta cabe�a povoar-me De meus antigos louros, Tornar-me finalmente � juventude; Nestores de trez s�clos, Mathusalens de novo j� caducos, E sem cal�r, nem for�as, S� banhos e aguas do Jurd�o rem��am. Quando alta noite sinto Bater na velha porta a f�rrea arg�lla, Cuido que a Parca horrenda J� vem buscar-me, e que me bate � porta Com a fouce longa e curva, Impune devassando, e ent�o a que horas! Das leis em menosc�bo, A casa, o l�r, o azilo, o sancto alca�ar, Os penetraes sagrados
Do cidad�o pacifico e innocente, Que d�rme a s�mno solto! Ah! quando eu lhe cahir nas impias garras Sabei, ternos amigos, Minha ultima vontade: n�o, n�o quero, Que a triste campainha Publique aos mais viventes minha morte Pelos cantos das ruas, Que em �dro escuro, em �rmo cemit�rio Repousem minhas cinzas; Nem que o frio cad�ver seja inv�lto Em vestimenta escura; Nem com funebres cirios, negros vultos, A passo grave e lento, Mudos cabisbaixos me acompanhem: Quero que a minha amada Co' os d�dos de jasmim piedosa e meiga Meus turvos olhos c�rre, E co' avarento v�o, que ao Sol esconde Gl�bos de neve e leite, E o Sol beijar dezeja, a derradeira L�grima ent�o me enchugue Ao longo pela face escorregando Em reluzente fio. Item--que s�bre o feretro me ponham A lyra, a penna, a espada, Que seis louros mancebos revestidos De tunicas bem alvas, E ornados de odoriferas cape'las, Aos hombros me conduzam; Quero que oito donzellas das mais lindas, Que houver n'estes cont�rnos, Tambem de branco e flores adornadas, Ao tumulo precedam, E que em v�z de can��es, tristes endeixas, Ou luctuozas nenias, Tangendo adufes, charamellas, flautas, Me cantem sempre alegres Hymnos do meu C�m�es, versos de L�bo, De Bernardes, e d'outros Da nossa antiga, illustre, douta, e honrada Mas pobre confraria: Que juncto de hum loureiro e de huma fonte O sepulchro me cavem; E n�o quero que o barbaro coveiro, Homem sem d�, abutre, De carne morta nunca farto c�rvo, C� a ferrugenta enxada, Com ma�o funeral, rodeiro e horrendo, Qual de Hercules e clava, Meus tristes, velhos e can�ados ossos M�a, desfa�a, strua, E a cabe�a me quebre ainda em m�rto! Basta, o que basta em vida!-Item--mais,--que os mancebos, e donzellas Em tripudios e dan�as, Ao derred�r da campa honrem meu nome Porque estou livre e solto
J� do c�rcere da vida, tantos males, Perigos e cegueira; Que a par e par, de espa�o a espa�o todos Venham mui mansamente, Lan�ar-me terra, e flores no jazigo; E trez vezes batendo C� esquerdo p� no ch�o, por Figueiredo Br�dem trez vezes todos, Dizendo em alta voz: Em p�z descan�a! A mesma cerim�nia Se far� em meu dia anniversario At� ao fim do mundo; Que findas as ex�quias, findo tudo A donzella mais tenra, Mais m��a, mais mimoza, mais galante, D'entre as oito que f�rem, S�lle, c�rre o caix�o, e entregue a chave A M�rcia, que beijando-a, Pranto saud�so ha-de verter sobre ella, Pranto, que d�r podia Ao m�rto vida, se toc�sse o morto: E finalmente quero Que no tronco do proximo loureiro Em caracteres grandes, Por que melhor o viajante o leia, Se escreva este epitaphio.-�Aqui jaz Figueiredo, que em mancebo �Seguio armas e lettras; �N�o imitou no genio a Homero e Milton, �Na cegueira imitou-os; �Foi das nimphas cantor, cantor d'amores, �Cantou her�es e guerras; �Foi sempre ao rei fiel, temente aos Deoses, �Sempre amigo dos homens; �Sempre objecto da intriga, alvo da inveja, �Em todos os estados; �Quanto lhe foi pesada a vida, agora �Lhe seja a terra leve!�
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